O Coordenador do Curso de Medicina do UniSALESIANO, Dr. Antônio Henrique Poletto, realizou, em outubro de 2026, uma visita técnica de 15 dias ao Orlando Health, um dos maiores e mais avançados complexos hospitalares dos Estados Unidos, localizado na Flórida. A experiência internacional foi concedida como reconhecimento à qualidade e ao desempenho do curso, em uma iniciativa de valorização da excelência acadêmica e de incentivo à internacionalização.
Durante a permanência, o médico conheceu diferentes unidades da rede hospitalar, com o objetivo de observar modelos de gestão, organização dos serviços de saúde e aplicação de tecnologias nos processos assistenciais, especialmente na área de cirurgia robótica.
A dimensão do Orlando Health impressiona. A rede reúne 27 hospitais e 12 prontos-socorros independentes, com mais de 5.850 leitos e um quadro superior a 47.500 colaboradores. Sob a liderança do presidente e CEO, David Strong, a instituição administra ativos avaliados em aproximadamente US$ 15 bilhões e figura entre os maiores empregadores da região metropolitana de Orlando.
Entre as estruturas visitadas estão o Orlando Regional Medical Center (ORMC), único centro de trauma adulto de nível 1 do condado de Orange, e os hospitais Arnold Palmer, especializado em pediatria, e Winnie Palmer, voltado à saúde da mulher e à obstetrícia. Este último se destaca pelo elevado volume de atendimentos, com a realização de aproximadamente 12 mil a 15 mil partos por ano.
Para o Dr. Poletto, um dos aspectos mais relevantes da experiência foi conhecer a integração da tecnologia aos diferentes setores da instituição, contribuindo para a qualidade dos serviços e para a eficiência administrativa. “Foi possível observar, nesse período, a maneira como o hospital tem uma organização utilizando tecnologias para o aumento da eficácia, eficiência e competência na administração e nos resultados do hospital”, afirmou.
REFLEXOS
Além de ampliar o repertório profissional do coordenador, a visita também proporcionou reflexões sobre os caminhos da formação médica no Brasil. O contato com uma instituição que incorpora recursos tecnológicos em diferentes etapas do atendimento reforçou a necessidade de preparar os acadêmicos para os avanços e as transformações da área da saúde.
“Quando você conhece um hospital diferente, que já utiliza tecnologia em todos os seus processos de assistência, isso abre um horizonte e faz com que a gente possa refletir sobre como estamos orientando e ensinando nossos acadêmicos, que serão futuros médicos em breve”, ressaltou.
Na avaliação do coordenador, a experiência também evidenciou diferenças entre as estruturas hospitalares norte-americanas e brasileiras, especialmente no que diz respeito à organização dos serviços e à disponibilidade de tecnologias avançadas.
PERMANENTE
Poletto destacou, ainda, que a atualização permanente é indispensável ao exercício da Medicina e que experiências internacionais contribuem para ampliar a visão dos profissionais sobre as possibilidades de inovação e aprimoramento do cuidado. “Visitas técnicas como essa serve de estímulo e de exemplo de que a Medicina não tem fim; é um estudo contínuo. Ampliar os horizontes é muito importante para ampliar o raio de ação. Hoje, temos cada vez mais que ter uma visão internacionalizada da Medicina, da saúde e do cuidado”, concluiu.