Acadêmicos do Curso de Medicina do UniSALESIANO realizaram, entre os dias 21 e 23 de janeiro, a atividade “Capacitação em primeiros socorros com ênfase na Lei Lucas”, voltada à promoção da segurança e da prevenção de acidentes em ambientes educacionais. A ação ocorreu na Creche “Dona Josefina Gonçalves Silva”, em Birigui.
A iniciativa integrou um projeto de extensão desenvolvido com o auxílio da docente Diane Militão Yamamoto Arada e faz parte da unidade curricular de Atividade Complementar do Curso de Medicina.
O público-alvo da capacitação foi composto por docentes e colaboradores da escola, que participaram de uma formação com abordagem teórico-prática sobre primeiros socorros, atendendo às diretrizes da Lei Lucas (Lei nº 13.722/2018), que estabelece a obrigatoriedade da capacitação de profissionais da educação básica nessa área.
Durante a formação, foram abordados conteúdos como reconhecimento de situações de emergência, reanimação cardiopulmonar (RCP) pediátrica, manobra de Heimlich, controle de sangramentos — incluindo epistaxe (sangramento nasal), posicionamento seguro da vítima e manejo de acidentes escorpiônicos.
O objetivo da capacitação foi garantir o preparo dos profissionais para agir corretamente em situações críticas, reduzir riscos e fortalecer a segurança no ambiente escolar, especialmente em espaços que atendem crianças, onde a atuação rápida e adequada pode ser determinante para a preservação de vidas.
Participaram da ação os alunos: Ana Carolina Silva Negrão, Anni Ferraz Turri, Bruno Dornelas Bertolino, Eduarda Pacce, João Paulo Martinelli, Júlia Zanata Manfré, Lara Pedro Diogo, Maria Eduarda da Silva, Mariana Toller Alves, Marcos Abra de Paula, Renata Helena de Lima Freire Vieira e Thauany Christy Balduino Oliveira.
“A atividade integra o conjunto de ações extensionistas do UniSALESIANO, reafirmando o compromisso da instituição com a formação integral dos acadêmicos e com a promoção do impacto social positivo junto à comunidade”, afirmou a docente.
HUMANO
Para o acadêmico Bruno Dornellas, a experiência foi marcante tanto do ponto de vista formativo quanto humano. “Foi perfeito, desde a elaboração até a capacitação em si com os profissionais. Juntou nossa vontade em ensinar com a deles em aprender e resultou no que foi: uma ação agradável e enriquecedora para todos”, comentou o jovem, ao completar que não há melhor forma de aprender do que ensinando, nem melhor forma de capacitar do que praticando. “E foi isso que fizemos, com muito amor e prática.”
Ainda segundo Bruno, o impacto da ação vai além do ambiente acadêmico. “No final, quem mais ganhou com essas ações foi a população, uma vez que agora há mais pessoas capacitadas para salvar vidas”, frisou.
Por sua vez, a acadêmica Lara Pedro Diogo destacou a gratificação de poder compartilhar conhecimentos com a equipe responsável pelo cuidado diário das crianças. “É triste lembrar que a obrigatoriedade desse tipo de treinamento surgiu a partir de uma tragédia, como a morte por engasgo de Lucas Begalli, de apenas 10 anos. No entanto, sua memória nos fortalece e nos motiva a ensinar primeiros socorros, contribuindo para minimizar perdas como essa”, afirmou.
A aluna ressaltou ainda o significado pessoal da experiência. “Há alguns anos, eu sonhava em aprender tudo isso. Hoje, ter a oportunidade de ensinar e capacitar outras pessoas é extremamente gratificante”, concluiu.
