Acadêmicos do Curso de Medicina Veterinária do UniSALESIANO participaram, recentemente, da atividade “Coletei, e agora? Interpretando o hemograma de cães e gatos”, promovida pela Liga Acadêmica de Clínica Médica (LACM), sob orientação da Prof.ª Gisele Fabricia M. dos Reis. A programação contou com a participação do veterinário, Dr. Carlos Sanches Vargas Neto, egresso da Instituição.
Realizada em dois momentos, a atividade uniu conteúdo teórico e experiência prática com o objetivo de ampliar a compreensão dos acadêmicos sobre a importância da coleta adequada de amostras sanguíneas e da interpretação do hemograma na rotina clínica de cães e gatos.
No primeiro dia (21/09), os alunos acompanharam uma abordagem teórica sobre coleta sanguínea, venopunção e os principais componentes do hemograma. Foram discutidos o eritrograma, relacionado às hemácias; o leucograma, que avalia os leucócitos; e as plaquetas, envolvidas nos processos de hemostasia e coagulação.
Durante a apresentação, também foi enfatizada a necessidade de interpretar os resultados laboratoriais em conjunto com a avaliação clínica do paciente. Segundo o conteúdo trabalhado, a análise não deve se limitar à comparação dos resultados com os valores de referência, mas considerar os sinais clínicos apresentados pelo animal e o contexto de cada caso. Também foram abordados conceitos como diagnóstico sindrômico e os diferentes tipos de anemia.
ROTINA
No segundo dia (22/09), os conhecimentos foram colocados em prática por meio de simulações de coleta de sangue, abordagem de vasos periféricos e procedimentos relacionados à rotina clínica de pequenos animais.
Um dos diferenciais da atividade foi a utilização de manequins confeccionados pela própria Liga Acadêmica. Os modelos permitiram reproduzir estruturas anatômicas e procedimentos de coleta sem a necessidade de utilização de animais vivos. Para simular a veia cefálica de cães e gatos, por exemplo, os acadêmicos desenvolveram uma estrutura utilizando materiais simples, posteriormente revestida com tecido de pelúcia para reproduzir a pele e a pelagem do animal.
De acordo com a docente responsável, durante a prática, os alunos puderam treinar a abordagem da veia e a coleta sanguínea, além de conhecer a utilização do scalp e praticar a homogeneização do tubo destinado ao hemograma. A atividade também reforçou que os cuidados com a amostra continuam após a coleta, sendo necessário realizar o manejo adequado para o encaminhamento ao laboratório.
Outro modelo foi desenvolvido para simular a veia safena medial de felinos. “A proposta permitiu aos acadêmicos visualizar e praticar, de maneira simulada, a abordagem da região, considerando as particularidades relacionadas ao manejo, à contenção e à escolha dos locais de coleta em gatos”, explicou Gisele.
A programação ainda contemplou orientações sobre coleta para avaliação de glicemia e realização de acesso venoso, ampliando o contato dos participantes com procedimentos presentes na rotina clínica de pequenos animais.
FAMILIARIDADE
De acordo com a Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária, Sheila Cardoso, a atividade proporcionou aos acadêmicos uma experiência que integrou conhecimento teórico e habilidades práticas. “Além de aprofundar conteúdos relacionados à interpretação de exames laboratoriais, os estudantes puderam desenvolver maior familiaridade com procedimentos da rotina veterinária e trocar experiências com o profissional convidado”, ressaltou.
Para o Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação do UniSALESIANO, Prof. André Ornellas, iniciativas como essa contribuem para uma formação acadêmica cada vez mais próxima da realidade profissional. “A integração entre teoria e prática é fundamental para que o estudante possa desenvolver não apenas o conhecimento técnico, mas também a segurança necessária para enfrentar os desafios da profissão. Atividades como essa demonstram o compromisso do UniSALESIANO com uma formação que prepara o acadêmico para diferentes situações da rotina profissional”, concluiu.