Trinta e sete acadêmicos do Curso de Psicologia do UniSALESIANO viveram uma experiência formativa ao participarem da VII Jornada de Análise do Comportamento (JAC), realizada na Universidade de São Paulo (USP), câmpus de Ribeirão Preto, nos dias 11 e 12 de abril. A atividade foi acompanhada pelos professores: Marcela Umeno Koeke, Tais Souto e Flávia Santiago e Welder da Silva Gonçalves, consolidando uma tradição já enraizada no curso: este é o quarto ano consecutivo de participação no evento.

Mais do que uma viagem acadêmica, a ida à jornada representa um momento de conexão entre teoria e prática, aproximando os alunos de referências fundamentais da área. Reconhecido por reunir pesquisadores cujos trabalhos integram a base teórica da formação em Psicologia, a JAC proporciona uma vivência que ultrapassa os limites da sala de aula.

Para Marcela Koeke, o engajamento dos alunos é um dos aspectos mais significativos da iniciativa. “O mais bonito de tudo é perceber que não sou apenas eu que organizo essa ida — são eles que pedem. A jornada já é um evento aguardado, desejado”, afirmou.

PROGRAMAÇÃO

A programação do sábado (11) foi marcada por discussões densas e atuais. O pesquisador Vinicius de Sousa abriu o evento com uma palestra sobre práticas antirracistas na Análise do Comportamento, trazendo à tona reflexões urgentes sobre o papel social da ciência. Em seguida, Carlos Eduardo Lopes abordou os desafios epistemológicos do campo, provocando os participantes a refletirem criticamente sobre os fundamentos da área.

No período da tarde, Carolina Laurenti apresentou uma análise sobre subjetividades e gênero sob a perspectiva do comportamentalismo radical feminista, enquanto Roberto Banaco encerrou o dia com uma discussão sobre cultura, linguagem e psicopatologia, ampliando o olhar dos estudantes para a complexidade dos fenômenos psicológicos.

No domingo (12), os participantes mergulharam em atividades práticas por meio de seis minicursos temáticos, que abordaram desde a interface entre Análise do Comportamento e neurociências até temas sensíveis da prática clínica, como luto, transtornos alimentares, envelhecimento e falsas memórias, além de uma introdução à Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT).

HORIZONTES

A experiência repercutiu de forma intensa entre os alunos. Para Maria Eduarda Oliveira Freitas, do 1º ano, a participação na JAC representou uma oportunidade de ampliar horizontes e estabelecer conexões importantes para sua trajetória acadêmica. Já Sandra Zanata, do 4º ano, destacou não apenas a qualidade dos conteúdos, mas também o cuidado e o suporte dos professores durante toda a jornada.

O entusiasmo também foi traduzido nas palavras de Júlio Pereira Prestes Barra, do 3º ano: “Foi incrível. Saio mais apaixonado por AC. Fiquei com gostinho de quero mais — já pode deixar reservado minha vaga no próximo ano.”

Além da vivência presencial, o estudante Gabriel Felipe dos Santos, do 4º ano, levou a reflexão para além do evento ao compartilhar suas impressões nas redes sociais. Em seu relato, ressaltou a importância de preservar a essência da Análise do Comportamento diante da multiplicidade de abordagens contemporâneas, além de enfatizar a necessidade de ampliar o debate sobre racismo na área, considerando seus impactos concretos nas relações sociais e no acesso a reforçadores.

Para a professora Marcela, experiências como essa têm um valor formativo que vai além do conteúdo técnico. “Ensinar também é criar experiências que se tornam memórias, tragam sentido e transformação”, reflete. Segundo ela, a cada edição, é possível perceber o quanto a vivência contribui para que a Psicologia — e especialmente a Análise do Comportamento — ganhe mais significado para os alunos.

Diante do envolvimento crescente e do impacto positivo relatado pelos participantes, a expectativa é de que a próxima edição da jornada mantenha o mesmo nível de adesão — e, ao que tudo indica, com ainda mais interessados.