O Voluntariado Acadêmico Missionário Salesiano (VAMS) deu início ao processo seletivo para a missão de 2026 com a realização do primeiro encontro formativo, realizado no dia 26 de fevereiro, no UniSALESIANO. A reunião marcou o início da preparação dos acadêmicos interessados em participar da experiência missionária, que acontecerá entre os dias 26 de junho e 6 de julho.

Durante o encontro, os candidatos foram acolhidos e conheceram a proposta do voluntariado, que envolve não apenas a viagem missionária, mas também um processo formativo ao longo dos próximos meses. A programação incluiu a apresentação da equipe organizadora, explicações sobre os objetivos do projeto e os eixos que orientam o VAMS, como missão, serviço, protagonismo juvenil e compromisso social.

Segundo a Coordenadora do Curso de Educação Física do UniSALESIANO e uma das coordenadoras do VAMS, Juliana Mitidiero, a participação no projeto exige comprometimento desde o início. “O voluntariado envolve um processo formativo. Os participantes precisam se envolver nas atividades e nos encontros ao longo dos meses, pois a missão começa muito antes da viagem”, explicou.

SELEÇÃO

O primeiro encontro também funciona como uma etapa inicial de seleção. De acordo com o Pró-Reitor de Pastoral do UniSALESIANO, Pe. Paulo Jácomo, o grande número de interessados demonstra o alcance do projeto, mas o processo exige dedicação dos candidatos.

“O primeiro encontro é justamente para a gente identificar quem está realmente interessado. Muitas pessoas se inscrevem – este ano foram mais de 200 inscritos –, mas temos cerca de 35 vagas, considerando também a equipe de organização e os professores que acompanham o projeto. Por isso, esse início já funciona como um filtro natural, pois o voluntariado exige compromisso com as formações e atividades preparatórias”, comentou.

Além da dimensão social e missionária, o projeto também incentiva a produção acadêmica dos participantes. “Não se trata apenas de ir até as comunidades. Queremos que os alunos também desenvolvam pesquisas e produções científicas a partir do contato com as comunidades indígenas atendidas pela missão salesiana. Por isso, professores acompanham os grupos e ajudam na construção de projetos que podem ter continuidade nos anos seguintes”, destacou o pró-reitor.

RECONHECIMENTO

Segundo Pe. Paulo, o VAMS tem ganhado reconhecimento dentro da própria congregação salesiana. “O projeto já ganhou dimensões internacionais. Ele é citado como exemplo dentro da congregação, inclusive por lideranças em Roma, que veem com muito bons olhos esse envolvimento dos acadêmicos com as comunidades indígenas. Para um centro universitário do nosso porte, isso tem um peso importante e mostra a relevância da iniciativa”, afirmou.

Outro diferencial do projeto é a continuidade das ações desenvolvidas nas comunidades. Mesmo com a renovação anual dos voluntários, os projetos iniciados costumam ser mantidos pelos grupos seguintes.

“A ideia é que os projetos tenham sequência. Os acadêmicos levantam dados e desenvolvem ações que depois podem ser continuadas por outros grupos. Como trabalhamos com equipes por curso, cada área contribui com atividades específicas, sempre acompanhadas por professores”, disse.

A preparação dos candidatos continuará ao longo dos próximos meses, com encontros formativos periódicos e ações solidárias para arrecadação de doações. “Também realizamos campanhas para arrecadar roupas, medicamentos e alimentos. Nesse trabalho, o Colégio Salesiano é um parceiro fundamental, pois os alunos da escola participam das campanhas e contribuem muito com a arrecadação de alimentos”, destacou o pró-reitor.

Os alunos selecionados participarão da missão entre o final de junho e o início de julho, quando desenvolverão atividades educativas, culturais, pastorais, ambientais, esportivas e recreativas junto às comunidades atendidas pela missão salesiana.